21 de ago de 2012

[lançamentos] Caverna do Dragão



Mensagem do Autor: 

Na minha vida eu pedi poucas coisas de coração para Deus: Uma delas que não morresse sem ver meu time ser campeão brasileiro. O pedido foi atendido em 2003, mas um que acabei me conformando que não seria realizado era ver o final da Caverna do Dragão.

Esse desenho mágico que me fazia sair correndo da aula para chegar em casa a tempo de assisti-lo, vive na minha mente até os dias de hoje. Os seus protagonistas me cativaram, eu via no Vingador um vilão perfeito e a mitologia do Reino era simplesmente cativante.

E como milhares de fãs eu sofria por não haver um final para essa saga fabulosa. Era totalmente injusto com os que sofriam diariamente com Hank, Sheila, Presto, Diana, Bobby e Eric. Ver os seis amigos chegarem às vezes tão perto e não conseguir seu objetivo maior me torturava, mas a cada manhã as esperanças renovavam-se com um novo episódio.

Até que chegou a notícia que não produziriam mais o desenho. Eu me senti traído, não cheguei a entrar em depressão, mas fiquei muito triste e por mais de vinte anos estive na agonia de saber como deveria ser o final desta história. Por mais de vinte anos tive que me contentar em assistir as reprises do grupo de garotos que caiu num túnel de luz dentro de um trem fantasma.

Com a popularização da internet foram divulgados os dois possíveis finais: Um sem dono, fruto de boatos e suposições e o roteiro de Réquiem, feito por Michael Reaves. Pessoalmente eu não gostei de nenhum dos dois. Nenhum dos dois me convenceu. Não achava que os meninos poderiam ser tão maus a ponto de estarem no inferno e que o demônio estava dividido entre as figuras do bem e do mal. Era demasiadamente cruel. E achei que o final de Reaves, que com todo respeito é um grande roteirista, não passava de mais um episódio que apenas tiraria o Vingador de cena sem resolver o nosso maior dilema: Os seis amigos voltaram ou não para casa?

É certo que antigamente muitos desenhos animados e séries não tinham finais. Eu me lembro de duas exceções: D'artangnan e os Três Mosqueteiros, feito na França, e o japonês Pirata do Espaço. As duas histórias foram bem amarradas e os finais apareceram. Hoje é comum as séries terminarem sem deixar dúvidas para seus seguidores.

A mais ou menos cinco anos eu comecei a discutir com amigos meus que tinham no desenho Caverna do Dragão a mesma frustração sobre o final. Nossos papos regados a muita cerveja, algo proibido para a época de colégio, onde sempre questionávamos como seria o final ideal para a história. Algo que colocasse uma pedra no assunto. As discussões eram acaloradas. Cada um queria impor seu ponto de vista. Algumas posições eram muito interessantes, outras totalmente absurdas. Eu também tinha as minhas. Mas passei a escrever tudo que falavam e analisei todas as anotações.

Um belo dia, animado pelas nossas cervejadas, falei que pensava em escrever o final do desenho. Fui desafiado pelos demais. Era o incentivo que eu precisava.

Quando assisti Guerra nas Estrelas eu curti o dia em que Luke libertou Anakin de todo o mal, mas sempre ficou na minha cabeça como tudo tinha acontecido. A decisão de George Lucas de fazer os três capítulos iniciais pôs fim a essa dúvida que eu tinha e me levou a pensar sobre como era a vida dos seis guerreiros antes do trem fantasma. Eu não sabia nada sobre Hank e companhia. Na Wikipédia as informações que existiam eram cruzamentos de deduções a partir do que foi observado nas histórias. Eu passei a rever os episódios.

Acontece que algumas coisas me incomodavam no desenho da década de oitenta. Apesar de ainda apreciar os traços e o enredo das histórias, a direção feita no desenho não me agradava mais, precisava ser revista, repaginada. Era um clássico, mas ver o Eric levantar as mão e sair correndo já não tinha tanta graça. Afinal eles estavam ali lutando pelas próprias vidas.

Então resolvi ficar dois anos sem ler nada ou assistir qualquer episódio do desenho. Procurei me distanciar ao máximo da história original e comecei a pensar em recriar a minha própria história. Meu objetivo era responder as perguntas que sempre ficaram na minha mente durante todos aqueles anos. Por que Eric era daquele jeito? De onde veio o Mestre dos Magos? Hank e Sheila tinham alguma coisa?

Decidi então por minha imaginação para funcionar. E ao final de mais dois anos escrevi uma história com começo meio e fim para a Caverna do Dragão. Foram muitas noites sem dormir, horas e horas de pesquisa e dois notebooks estragados exclusivamente para concluir o trabalho.

Não foi minha intenção plagiar, pegar carona ou aproveitar do sucesso desta fabulosa história. Não quero tomá-la para mim, seria muita pretensão. Minha única intenção com esse livro foi criar uma coisa de fã mesmo, dividir, compartilhar. Os companheiros de discussão que leram os originais impressos numa laser da minha casa incentivaram esse projeto. Alguns deram importante contribuição para que ele saísse do computador e se concretizasse.

Nas próximas páginas não espere encontrar um final para os desenhos que você assistia na TV pelas manhãs, muito menos uma compilação destes episódios. O que procurei fazer é uma nova história, uma visão muito pessoal e humilde de como começou a aventura e um desfecho para coroar os momentos de agonia e êxtase que vivemos ao assistir aquele que para mim foi o melhor desenho de todos os tempos.

D4mon3


Sinopse: 

" – Enfrentar os gronks faz parte da cadeia de acontecimentos que poderá culminar com o fim dessa jornada. Talvez se vocês tivessem esquivado desta etapa não estariam no caminho de volta. Poderiam ficar perdidos no reino andando em círculos. – Concluiu o mestre.

Eric acalmou-se um pouco. Sua raiva contrastava com a calma do anão de vermelho. Ele estava totalmente perdido, não sabia o que fazer. O reino não era uma quadra de basquete onde ele conhecia centímetro por centímetro e era senhor do tempo e espaço. Em campo ele jogava por prazer. O Reino era uma quadra em que ele lutava pela sua vida."

O dia que começou perfeito e era para terminar com comemoração e descontração, transformou-se num pesadelo: Os seis amigos que pensaram em se divertir num parque, tiveram seu destino alterado. Ao entrar na mais moderna e comentada montanha-russa, a Caverna do Dragão, não concluíram o passeio e foram parar no Reino: Um lugar surreal, cheio de perigos e criaturas fantásticas onde de posse das Armas do Poder vão lutar por suas vidas e procurar o caminho para casa. Eles serão guiados pelo Mestre dos Magos e enfrentarão uma maligna criatura, o Vingador que fará de tudo para tomar seus artefatos mágicos.

A Caverna do Dragão é uma releitura do famoso desenho animado da década de oitenta que por mais de 25 anos povoou a mente de algumas gerações. A agonia de não existir um final para a mais famosa série de desenho animado, levou D4mon3 a criar essa releitura.

Não espere encontrar um grande capítulo ou a transcrição do final de Michael Reaves. Prepare-se para uma nova história, onde os personagens estão diferentes e apenas algumas citações interessantes que lembram o cartoon da televisão. Uma história com início, meio e fim que vai te levar a uma viagem alucinante pelo túnel de luz que conduziu seis garotos ao Reino.

Mensagem do Autor:

Na minha vida eu pedi poucas coisas de coração para Deus: Uma delas que não morresse sem ver meu time ser campeão brasileiro. O pedido foi atendido em 2003, mas um que acabei me conformando que não seria realizado era ver o final da Caverna do Dragão.

Esse desenho mágico que me fazia sair correndo da aula para chegar em casa a tempo de assisti-lo, vive na minha mente até os dias de hoje. Os seus protagonistas me cativaram, eu via no Vingador um vilão perfeito e a mitologia do Reino era simplesmente cativante.

E como milhares de fãs eu sofria por não haver um final para essa saga fabulosa. Era totalmente injusto com os que sofriam diariamente com Hank, Sheila, Presto, Diana, Bobby e Eric. Ver os seis amigos chegarem às vezes tão perto e não conseguir seu objetivo maior me torturava, mas a cada manhã as esperanças renovavam-se com um novo episódio.

Até que chegou a notícia que não produziriam mais o desenho. Eu me senti traído, não cheguei a entrar em depressão, mas fiquei muito triste e por mais de vinte anos estive na agonia de saber como deveria ser o final desta história. Por mais de vinte anos tive que me contentar em assistir as reprises do grupo de garotos que caiu num túnel de luz dentro de um trem fantasma.

Com a popularização da internet foram divulgados os dois possíveis finais: Um sem dono, fruto de boatos e suposições e o roteiro de Réquiem, feito por Michael Reaves. Pessoalmente eu não gostei de nenhum dos dois. Nenhum dos dois me convenceu. Não achava que os meninos poderiam ser tão maus a ponto de estarem no inferno e que o demônio estava dividido entre as figuras do bem e do mal. Era demasiadamente cruel. E achei que o final de Reaves, que com todo respeito é um grande roteirista, não passava de mais um episódio que apenas tiraria o Vingador de cena sem resolver o nosso maior dilema: Os seis amigos voltaram ou não para casa?

É certo que antigamente muitos desenhos animados e séries não tinham finais. Eu me lembro de duas exceções: D'artangnan e os Três Mosqueteiros, feito na França, e o japonês Pirata do Espaço. As duas histórias foram bem amarradas e os finais apareceram. Hoje é comum as séries terminarem sem deixar dúvidas para seus seguidores.

A mais ou menos cinco anos eu comecei a discutir com amigos meus que tinham no desenho Caverna do Dragão a mesma frustração sobre o final. Nossos papos regados a muita cerveja, algo proibido para a época de colégio, onde sempre questionávamos como seria o final ideal para a história. Algo que colocasse uma pedra no assunto. As discussões eram acaloradas. Cada um queria impor seu ponto de vista. Algumas posições eram muito interessantes, outras totalmente absurdas. Eu também tinha as minhas. Mas passei a escrever tudo que falavam e analisei todas as anotações.

Um belo dia, animado pelas nossas cervejadas, falei que pensava em escrever o final do desenho. Fui desafiado pelos demais. Era o incentivo que eu precisava.

Quando assisti Guerra nas Estrelas eu curti o dia em que Luke libertou Anakin de todo o mal, mas sempre ficou na minha cabeça como tudo tinha acontecido. A decisão de George Lucas de fazer os três capítulos iniciais pôs fim a essa dúvida que eu tinha e me levou a pensar sobre como era a vida dos seis guerreiros antes do trem fantasma. Eu não sabia nada sobre Hank e companhia. Na Wikipédia as informações que existiam eram cruzamentos de deduções a partir do que foi observado nas histórias. Eu passei a rever os episódios.

Acontece que algumas coisas me incomodavam no desenho da década de oitenta. Apesar de ainda apreciar os traços e o enredo das histórias, a direção feita no desenho não me agradava mais, precisava ser revista, repaginada. Era um clássico, mas ver o Eric levantar as mão e sair correndo já não tinha tanta graça. Afinal eles estavam ali lutando pelas próprias vidas.

Então resolvi ficar dois anos sem ler nada ou assistir qualquer episódio do desenho. Procurei me distanciar ao máximo da história original e comecei a pensar em recriar a minha própria história. Meu objetivo era responder as perguntas que sempre ficaram na minha mente durante todos aqueles anos. Por que Eric era daquele jeito? De onde veio o Mestre dos Magos? Hank e Sheila tinham alguma coisa?

Decidi então por minha imaginação para funcionar. E ao final de mais dois anos escrevi uma história com começo meio e fim para a Caverna do Dragão. Foram muitas noites sem dormir, horas e horas de pesquisa e dois notebooks estragados exclusivamente para concluir o trabalho.

Não foi minha intenção plagiar, pegar carona ou aproveitar do sucesso desta fabulosa história. Não quero tomá-la para mim, seria muita pretensão. Minha única intenção com esse livro foi criar uma coisa de fã mesmo, dividir, compartilhar. Os companheiros de discussão que leram os originais impressos numa laser da minha casa incentivaram esse projeto. Alguns deram importante contribuição para que ele saísse do computador e se concretizasse.

Nas próximas páginas não espere encontrar um final para os desenhos que você assistia na TV pelas manhãs, muito menos uma compilação destes episódios. O que procurei fazer é uma nova história, uma visão muito pessoal e humilde de como começou a aventura e um desfecho para coroar os momentos de agonia e êxtase que vivemos ao assistir aquele que para mim foi o melhor desenho de todos os tempos.

D4mon3

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