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1 de mar. de 2013

[notícia] Mônica assopra as velinhas de 50 anos e vai ganhar versão adulta


A primeira coelhada a gente nunca esquece. Há 50 anos, quando levou a primeira bofetada da baixinha, gorducha e dentuça, Cebolinha não imaginava que a Mônica se tornaria a dona da rua e a personagem mais importante de Mauricio de Sousa.

Ela apareceu dando coelhadas pela primeira vez em uma tirinha da "Ilustrada", na Folha de 3 de março de 1963. Depois de dominar a "lua" do Cebolinha, ganhou a primeira revistinha da turma, virou adolescente e está prestes a ganhar versão adulta.

"Estamos negociando com Walcyr Carrasco [escritor e autor de novelas da Globo] para fazer os roteiros da Turma da Mônica Adulta. Pelo brilho dos olhos dele, acho que aceitará", diz Mauricio de Sousa, "pai" da personagem.

A previsão é que as primeiras revistinhas da turma adulta cheguem às bancas daqui a três anos. "Ao contrário da Mônica clássica e da jovem, a versão adulta vai envelhecer com o público." Ou seja, vai ficar velha aos poucos.

Mauricio espera que a nova aposta tenha o sucesso da turma jovem, que bateu 500 mil cópias por edição e, diz sua assessoria, é o gibi mais vendido do Ocidente. Após dominar o reino do Cebolinha, Mônica tenta ganhar o mundo.

Fonte: Folha de S. Paulo

15 de fev. de 2013

[notícia] Livro vai na contramão da beleza ditada pelo mundo da moda




Em breve, será lançado o livro do “The Nud Project”, um projeto fotográfico que tem como objetivo retratar a nudez de mulheres comuns pelo mundo. A proposta é redefinir a beleza que sai do tradicional ditado pelo mundo da moda.

As modelos são mulheres que compartilham suas histórias contadas por meio de cicatrizes e diversas outras marcas deixadas em sua pele e corpo.
Para a publicação de 1.200 exemplares do livro, o The Nud Project precisa levantar US$ 30.000.

Fonte: Catraca Livre

8 de fev. de 2013

[notícia] Lançamento do livro - Primeiras Palavras




O escritor Rafael Brandão, de Pouso Alegre (MG) irá lançar no próximo sábado, 16, o livro Primeiras Palavras.

Na produção do livro o escritor com o apoio de Dedé Kanashiro no projeto gráfico, Sarah Czapski Simoni na revisão dos textos e o prefácio é de Bruno Carrasco.

O lançamento será a partir das 15hs no espaço Divina Maria Café & Cultura, que fica na Rua Adolfo Olinto, n.º 43, no centro de Pouso Alegre.

Mais informações: www.rafabrandao.vze.com

5 de fev. de 2013

[lançamentos] Lançamentos da semana da Editora Companhia das Letras


Os lançamentos desta semana são:























As agruras do verdadeiro tira, de Roberto Bolaño (Tradução de Eduardo Brandão)
Aos cinquenta anos, Amalfitano — professor universitário de literatura latino-americana que será familiar ao leitor de 2666 — descobre-se homossexual ao se envolver com um aluno, o talentoso poeta marginal Padilla. A relação acaba se tornando um escândalo na universidade de Barcelona onde leciona, e o docente se vê obrigado a transferir-se para a violenta cidade de Santa Teresa, no México. Rodeado por um ambiente estranho e muitas vezes sinistro, o protagonista reflete sobre sua homossexualidade tardia, enquanto se relaciona com outro homem, o falsificador de arte Castillo.
Reconstruído a partir de arquivos que Bolaño deixou em seu computador e de algumas páginas datilografadas, este romance póstumo passeia pelos vários estilos e temas explorados pelo escritor chileno, alternando entre um registro cerebral, herdado de Borges, e uma sensibilidade poética despudorada.

A morte do inimigo, de Hans Keilson (Tradução de Luiz A. de Araújo)
Alemanha, 1930. Um jovem judeu fica fascinado por um “inimigo” que aos poucos ascende ao poder: B., líder populista cuja propaganda política cria uma atmosfera cada vez mais ameaçadora, opressiva e profundamente antissemita. Diante da barbárie, o protagonista decide assumir uma neutralidade moral, defendendo que, até num duelo de vida ou morte, é preciso levar em conta as razões do inimigo. Assim, distancia-se cada vez mais de seu povo, enquanto se vê progressivamente absorvido pela figura carismática de um ditador. Sem nomear a realidade, lançando mão de um recurso original e desafiador — palavras como “Hitler”, “judeu”, “nazista” e “Alemanha” não aparecem uma só vez ao longo do livro —, o autor de Comédia em tom menor demonstra total domínio da construção narrativa, fazendo valer sua alcunha de gênio, concedida em 2010 pelo New York Times. Embora o contexto de A morte do inimigo logo fique claro ao leitor, Keilson cria uma parábola universal, capaz de abarcar qualquer regime totalitário. Mais do que isso, ao revelar os limites da razão diante do Mal, o autor evidencia sua compreensão sensível e aguçada da natureza humana.

O jardim secreto, de Frances Hodgson Burnett (Tradução de Sonia Moreira)
Mary Lennox é uma menina profundamente solitária. Depois de perder os pais na Índia, é levada para morar na mansão de um tio na Inglaterra. Ali, ela conhece o primo Colin, também com dez anos de idade, que vive isolado do mundo por ter uma saúde frágil. A amizade improvável entre essas duas crianças coincide com a aventura de descobrir e explorar um jardim proibido nos arredores da casa. O espaço, mantido fechado há dez anos em decorrência de um acidente grave, funciona como uma metáfora para a descoberta do mundo e também para o autoconhecimento dos jovens protagonistas.
Adaptado para o cinema, este clássico juvenil da literatura inglesa ganha nesta edição uma introdução e notas da romancista e crítica literária Alison Lurie, e um posfácio de Marise Soares Hansen, mestre em literatura brasileira pela Universidade de São Paulo. Em seu texto, ela traça paralelos do romance com autores importantes de literatura de língua portuguesa como Eça de Queirós e Clarice Lispector.

Memorial do amor & Vacina de sapo, de Zélia Gattai
Dois livros em um? Ou um único livro que se desdobra em dois? A reunião de Memorial do amor, de 2004, e Vacina de sapo, de 2006, de Zélia Gattai, oferece ao leitor um delicioso problema a respeito do caráter das recordações. Fluidos e marcados por uma noção desgovernada do tempo, os exercícios da memória quebram nossos parâmetros diurnos e se assemelham mais aos sonhos. Como os sonhos, a memória é incoerente, repleta de buracos e desinteressada pela ordem. Assim como o leitor agora pode saltar de um livro para outro sem medo de se perder, também Zélia dá longos saltos entre a juventude e a velhice, a intimidade do amor e a explosão da amizade, o carinho pelas pequenas coisas e a aspereza da política, sem nunca se perder. O caráter circular torna sua escrita sinuosa e envolvente. Em uma palavra: sedutora. É sempre da sedução pela vida e seus encantos que Zélia trata. Relatos simples, sem floreios, sem impostação. Como em uma boa conversa à mesa de café, eles se deixam guiar por uma única regra: o desejo de aproximar e de acolher.

O professor do desejo, de Philip Roth (Tradução de Jorio Dauster)
Quando estava na faculdade, David Kepesh se considerava “um libertino entre os doutos, um douto entre libertinos”. Mal ele podia imaginar o quanto esse lema seria profético — ou fatídico. Pois à medida que Philip Roth segue Kepesh da domesticidade da infância à selvageria da possibilidade erótica, de um ménage à trois em Londres às agonias da solidão em Nova York, ele cria um romance de extrema inteligência, pungência e humor sobre os dilemas do prazer: onde o procuramos, por que fugimos dele e como lutamos para obter uma trégua entre dignidade e desejo.

Editora Seguinte:

O menino negro, de Camara Laye (Tradução de Rosa Freire D’Aguiar)
O menino negro narra a infância e adolescência de um garoto comum mas, ao mesmo tempo, muito diferente. Como todos nós, ele se diverte no quintal de casa, vai à escola, brinca e briga com os amigos. No entanto, ele também vivencia um dia a dia totalmente distinto: teme e respeita as cobras que insistem em compartilhar o terreno de seus pais, passa por um ritual coletivo de circuncisão aprendendo a lidar com seu corpo, estuda numa escola corânica e recebe uma formação muçulmana a seiscentos quilômetros de sua terra natal. Seu destino final é Paris, cidade iluminada que o converte em escritor.
O livro que o leitor tem nas mãos traz o ambiente único da Alta Guiné, mas é também uma homenagem a um continente durante muito tempo esquecido. São muitas as Áfricas que hoje começamos a conhecer, e esta, contada com tanta sensibilidade por Camara Laye, é daquelas que não se esquece jamais.

[lançamentos] Editora Estronho lança e-books e disponibiliza dois gratuitos


A Estronho iniciou sua produção de eBooks e aos poucos estamos disponibilizando para a venda e download gratuito (alguns títulos). Você encontrará contos avulsos, alguns inéditos e livros completos.

Se você não tem um eReader (Kindle, Kobo etc), pode ler no seu smartphone ou ipad. Não tem também? Sem problema! Você pode baixar programas que permitem ler eBooks no PC. Recomendamos o Calibre, talvez o mais completo deles. Permite a leitura dos formatos ePub, Mobi (Kindle), PDF e outros. Basta adicionar o eBook à biblioteca e clicar duas vezes sobre o título. Baixe o Calibre gratuitamente em http://calibre-ebook.com



Se quiser usar um exclusivo para .Mobi (Kindle), você pode baixar no site da Amazon (Amazon.com.br) o visualizador gratuito deles.

Mais informações: http://estronho.com.br/editora/index.php/catalogo-em-ebook












29 de jan. de 2013

[lançamentos] Corpo de Delito


Cary Harper é um escritor famoso. Logo após o cruel assassinato de sua filha adotiva, ele também é assassinado. A irmã de Harper morre em circunstâncias igualmente misteriosas. Quem cometeu os crimes? Por que os cometeu? Essas são as perguntas que levam a médica-legista Kay Scarpetta a seguir as poucas pistas deixadas pelo criminoso.

Além das provas que consegue colher nos corpos levados ao necrotério, Scarpetta sai a campo com o chefe de polícia Pete Marino e com o agente do FBI Benton Wesley na tentativa de solucionar o caso.
As mais variadas hipóteses vão sendo sucessivamente abandonadas. Nada parece dar conta de todas as circunstâncias. Um dia, porém, a dra. Scarpetta recebe a visita de um desequilibrado mental que acaba fornecendo a única pista para a identidade do assassino. Envolvida demais no caso, a jovem legista começa a receber telefonemas ameaçadores. Seria ela a próxima da lista?

Fonte: Companhia das Letras

[lançamentos] Intrínseca lança primeira ficção YA nacional


Blogueira, escritora e estudante de Direito em Juiz de Fora, Isabela Freitas, de 22 anos, será a primeira autora nacional a publicar um livro de ficção juvenil pela Intrínseca. A obra reunirá textos inéditos e algumas crônicas e contos que mesclam desabafos e conselhos, abordando diversos temas do universo feminino adolescente.
Fenômeno na internet, Isabela despontou quando, em 2010, criou o perfil anônimo @BlairVadia no Twitter — um personagem de humor ácido e sem papas na língua. Em apenas cinco meses, atingiu a marca de 130.000 seguidores. Em decorrência do sucesso das frases e pensamentos de sua autoria, atendeu aos pedidos das fãs: revelou sua identidade e criou o blog que hoje leva o seu nome. Em menos de um ano, já alcançou números extraordinários de seguidores, com média de 120 mil visualizações diárias, chegando a picos de 200 mil.
No blog e nos perfis nas redes sociais, Isabela troca ideias e confissões sobre assuntos que permeiam o dia a dia de uma garota comum: problemas no colégio, o primeiro amor, a primeira decepção, a dificuldade em encontrar amigos verdadeiros, o medo de se apaixonar novamente e de confiar em alguém… Além das próprias experiências de uma jovem de vinte e poucos anos que já viveu situações semelhantes às relatadas nos textos, ela encontra inspiração em problemas de amigas, desabafos de desconhecidas e histórias de fãs contadas nos mais de 100 e-mails que recebe por dia!
O livro, ainda sem título definido, tem lançamento previsto para a Bienal do Livro do Rio (28 de agosto a 9 de setembro). Até lá, conheça um pouco mais sobre nossa autora na entrevista a seguir, concedida com exclusividade ao Blog das Séries:
P: Você fala muito sobre espalhar o desapego pelo mundo. Como surgiu essa “missão” na sua vida?
R: Essa “missão” surgiu sem que eu percebesse. Na verdade, o engraçado é que eu namorei minha vida inteira. Sabe, eu não gostava muito de ficar sozinha ou de sair ”ficando” com vários garotos. Minha alma deve ser um pouco antiga. Então, o que se esperar de uma garota que gostava muito de namorar? Que ela ficasse arrasada com os términos! Mas, não, eu não ficava. E arrisco dizer que em (quase) todos os meus relacionamentos fui eu quem terminou. Simplesmente porque não aguentava ficar ”presa” demais. Daí, quando criei Twitter e fui colocar minha descrição na ”bio”, pensei: “Não se apega não.” E a frase marcou! 
Gosto sempre de ressaltar que esse dito ”desapego” não significa que as mulheres devem se desvalorizar ou sair por aí ficando com várias pessoas e partindo corações. O desapego é saber se desprender de coisas que atrasam você, que não pertencem mais ao seu presente: o desapego é saber a hora de seguir em frente. E isso é muito importante para todos nós.
P: Na maioria das vezes, nós mesmos não conseguimos seguir os conselhos que damos aos amigos em situações difíceis, como o término de um namoro ou brigas com pessoas queridas. Você segue seus próprios conselhos?
R: Olha, até que sigo. Como tive vários relacionamentos, já passei por situações que são comuns a muitas pessoas, aprendi com meus erros, e muito! Então, procuro sempre aplicar tudo o que aprendi com os erros passados no meu presente. E até que está dando certo! Além disso, desde que criei o blog, sou uma pessoa completamente diferente e acho que esse processo de amadurecimento teve uma grande contribuição das muitas histórias que as leitoras me contam, dos desabafos. Assim, pude conhecer pessoas diferentes, aprender bastante sobre o comportamento humano e tentar adquirir um tipo de conhecimento sobre relacionamentos que não seria possível de outra forma.
P: Você se inspira em personagens reais ou fictícios para escrever? Como é o seu processo criativo?
R: Eu me inspiro nas pessoas que vejo pela rua, imagino que experiências elas guardam, que segredos escondem, quantos amores deixaram para trás, as decisões difíceis que já tomaram, os problemas que enfrentaram… Procuro ver o mundo com olhos criativos. Adoro escutar histórias, problemas de amigas, desabafos de desconhecidos, tudo isso me inspira de alguma forma. É engraçado porque acabo de assistir a um filme e corro para o computador cheia de ideias, querendo colocar todas para fora antes que eu esqueça. Tudo é motivo para criar um texto, uma crônica, um conto… Quando a gente coloca em palavras, tudo fica mais bonito.
P:Como são os momentos em que você para o que está fazendo para escrever? Você tem algum hábito específico, como ouvir a música tal ou só escrever de madrugada etc.?
R: Tenho um problema: quando bate a inspiração, preciso escrever correndo. E quando digo correndo, quero dizer correndo mesmo. Às vezes faço um texto em 15 minutos. É uma descarga de ideias. Mas tem aqueles momentos que você precisa se inspirar, precisa fazer algo fluir. Nesses momentos escuto músicas que ”acalmam minha alma”, e, sim, tenho preferência pela madrugada porque ela é silenciosa. E o silêncio me faz querer dizer alguma coisa.
P: Músicas, livros ou séries que marcaram a sua vida? Em que momento?
R: A pergunta mais difícil de todas! Sou completamente viciada em músicas, séries e principalmente livros. Vou tentar responder da forma mais resumida possível, pois se fosse falar de tudo iria dar um livro (rs)! Eu poderia escolher uma música para cada dia da minha vida, e isso daria milhares delas… Mas posso dizer que sou completamente apaixonada por bandas de rock alternativo, pop rock e indie rock. Geralmente, são músicas calmas, que dizem tudo que você quer escutar. Gosto muito das letras; sou viciada. Se a música é boa e tem uma letra que signifique algo, pronto, me conquistou!
Um livro que marcou a minha vida foi Harry Potter. Talvez por ter sido a primeira série que li ou pelo fato de que tinha a mesma idade do Harry quando comecei a ler os livros. Sinto que crescemos juntos, sabe? Foi e é a grande paixão da minha vida. Já li todos os volumes mais de dez vezes. Sem brincadeira! Os personagens, o enredo, a história, a mensagem que é passada ao logo da trama… É tudo sensacional. 
E se tem uma série de TV que me ensinou muitas coisas boas na vida, essa série se chama One Tree Hill. Chorei em cada episódio e vivi a vida dos personagens como se fosse a minha. Arrisco dizer que passei a acreditar em amor verdadeiro somente após assistir a essa série. Indico a todos que gostam de boas histórias!
P:Seu perfil fake no Twitter atingiu a marca de 130 mil seguidores em apenas cinco meses, e o blog Isabela Freitas teve mais de 1 milhão de acessos no primeiro mês. A que você atribuiu esse sucesso imediato?
R: Atribuo à originalidade, talvez. Hoje em dia tudo se tornou muito comum. As pessoas gostam de ser comuns. O mundo aceita as coisas comuns. E eu não sou assim, sabe? Sempre fui diferente, sempre pensei diferente, e arrisquei colocar isso na internet. Eu poderia ter sido rejeitada ou ter feito muito sucesso. Isso é o bom de correr riscos.
P: Você nos contou que recebe, em média, 100 e-mails por dia. Como é a sua relação com os fãs e seguidores do blog?
R: Como trabalho muito com o blog, estou terminando a faculdade de Direito e ainda tenho que comer, viver, respirar… confesso que não consigo responder todos os e-mails que recebo. Leio todos, todos mesmo! E tento escrever textos que abordem o máximo de dúvidas e problemas que chegam todos os dias na minha caixa de entrada. Além dos que respondo diretamente na coluna “Conte Sua História”, onde mostro a história de alguém (sempre anônima) e ofereço um conselho, uma palavra amiga, uma solução… 
No mais, a relação com os fãs e leitores é incrível. Sou muito presente nas redes sociais, principalmente no Twitter, e estou sempre lendo o que falam e respondendo dúvidas. Acho que todos que me acompanham se sentem íntimos e próximos a mim. Como uma melhor amiga mesmo.
P: Tem alguma história divertida sobre um fã/leitor?
R: Tenho! Uma vez estava na rua e percebi que tinha um grupo de meninas me seguindo e olhando muito para mim. Fiquei encucada: será que eu estava com a roupa rasgada? Com uma sujeira no rosto? Com a maquiagem borrada ou algo do tipo? Continuei andando. Entrei em uma loja e comecei a olhar roupas. Elas entraram atrás e ficaram olhando as roupas também. Fiz isso em mais umas três lojas até que a situação já estava engraçada demais e uma das meninas disse: “Você é a Isabela Freitas, né? Por favor, tira uma foto com a gente?” Fiquei muito feliz! Aconteceu bem no início do blog mesmo. Não esperava, isso me pegou muito de surpresa. Senti meu coração apertado por ver aquelas meninas me olhando com os olhinhos brilhando e depois saindo felizes. Mal sabem elas que fiquei mais feliz ainda. Ter seu trabalho reconhecido é uma das melhores sensações do mundo!
P: Seu namorado gosta do que você escreve? :)
R: Todo mundo deve pensar que não, né? Que ele sente ciúme… Mas, acreditem, ele adora. É uma das pessoas que mais me incentivou desde o início do blog. Ele sempre fez questão de me lembrar do quanto sou boa nos momentos em que precisei de ouvir isso para seguir em frente. Ele me motiva. E serve de inspiração também. Com ele eu aprendi o que é o amor, o que é um relacionamento e tive que deixar o desapego um pouco de lado (rs). 
P: Você sempre teve facilidade para escrever? Tem dicas para aspirantes a blogueiros/escritores?
R: Escrever bem está associado à paixão pela leitura. Eu nunca conheci uma pessoa que escrevesse bem e não gostasse de ler. A cada livro você aprende uma palavra, uma mensagem, uma forma diferente de dizer aquilo que já foi dito. A minha maior dica é essa: leiam. Não só livros de um mesmo gênero, mas de todos. Ler é a melhor coisa do mundo. Você vive histórias que nunca poderia ter vivido na realidade. É melhor do que sonhar…
P: Você diz que escreve cartas que nunca envia. Alguma dessas cartas tem uma história especial?
R: Todas elas têm uma história especial. Elas guardam coisas que nunca tive coragem de dizer. Acho que vocês vão ter que procurar por essas cartas no meio das crônicas do livro, hein? (rs)
P: Escrever um livro é a realização de um sonho? O que você sentiu no dia em que assinou o contrato com a Intrínseca?
R: Escrever um livro é mais do que um sonho. E esse sonho não é só meu, mas também do meu pai. Só de pensar nisso meus olhos se enchem de lágrimas. Meu pai foi a pessoa que mais incentivou minha paixão pela leitura. Não que ele precisasse forçar, porque acho que já nasci com isso. Mas lembro que, quando era pequena, toda semana ele trazia uma caixinha de papelão com aqueles livrinhos infantis que toda criança já teve. Eu devorava em poucas horas. Quando cresci começamos a compartilhar nossos gostos e livros. Eu lia e passava para ele ler em seguida. Depois, ficávamos horas falando sobre o livro. É como se fosse uma coisa ”nossa”, sabe? A leitura. 
No dia que assinei o contrato com a Intrínseca foi como se nada no mundo importasse mais. Eu ia lançar o meu livro. Eu ia ser uma daquelas pessoas que ficam na última página do livro. As mesmas pessoas que tanto me inspiravam, que aos meus olhos eram ídolos. E isso é inexplicável. De verdade. 
P: O que os leitores podem esperar do seu livro?
R: O livro vai trazer uma série de contos e crônicas que farão você lembrar alguém do passado, ou esquecer quem já deveria ter saído da sua vida. O leitor vai se sentir protagonista da história, a cada página, porque é impossível não se identificar. Existe uma série de coisas pelas quais todas as pessoas do mundo já passaram um dia: problemas no colégio, o primeiro amor, a primeira decepção, a dificuldade de encontrar amigos verdadeiros, o medo de se apaixonar novamente, de confiar em alguém, a dificuldade de encerrar etapas, de deixar alguém partir, o orgulho que não deixa um pedido de desculpas se tornar verdade… Sabe aquelas coisas que ficam marcadas na alma e que você não conta pra ninguém? Então. Eu vou contar todas elas. 
Fonte: Intrínseca

18 de set. de 2012

[lançamentos] Maurício de Sousa lança gibi da Turma da Mônica com personagens soropositivos


Maurício de Sousa lançou hoje  seu primeiro gibi com personagens que têm o vírus da imunodeficiência humana (HIV). Por meio de Igor e Vitória, o criador da Turma da Mônicavai abordar questões como forma de contágio, o que é o vírus, como viver com crianças soropositivas e o impacto social da síndrome.
A ideia dos personagens foi da ONG Amigos da Vida, que atua na prevenção e combate ao HIV/aids. Christiano Ramos, presidente da ONG, diz que o trabalho resolver um problema existente nas mídias voltadas para crianças. “ O Maurício tem uma linguagem bem acessível, bem leve. Ele vem fazer um papel inédito, que é trabalhar a aids com muita leveza, tranquilidade e naturalidade para as crianças”, disse.
Não é a primeira vez que o autor utiliza personagens de seus quadrinhos para levar informação e conscientizar seus leitores. Humberto, que é mudo, Dorinha, que não enxerga, e Luca, que não anda, mostraram que crianças com restrições físicas são crianças normais e devem ser tratadas como tal.
“Vamos usar a credibilidade da Turma da Mônica e nossa técnica de comunicação para espantar esse preconceito, principalmente do adulto, que muitas vezes sugerem medo à criançada. Vamos mostrar que a criança pode ter uma vida normal, com a pequena diferença de ter de tomar remédio a tal hora e, caso venha a se ferir, tem que ter alguém cuidando do ferimento. Fora isso, é uma vida normal”, diz Maurício.
O autor diz que Igor e Vitória podem vir a fazer parte do elenco permanente da Turma da Mônica, não necessariamente citando o fato de eles serem soropositivos. Ele explica que o gibi é também voltado para os pais. “É uma revista única no mundo. E também é voltada para os pais. Criança não tem preconceito, são os pais que inoculam”, diz.
Cláudia Renata, que é professora, levou seus filhos Maria Teresa e Lourenço para o lançamento. Ela diz que os filhos, antes de lerem o gibi, perguntaram quem eram aqueles novos amiguinhos. Para Lourenço, de 5 anos, são crianças normais. “Eles têm uma doença e têm que tomar um remédio. Só isso.”
No gibi, Igor e Vitória, que aparecem ao lado dos personagens da Turma da Mônica, têm habilidades com esportes e levam uma vida saudável. A professora na história é quem explica que eles precisam tomar alguns remédios e que, no caso de se machucarem, um adulto deve ser chamado para tomar os cuidados adequados.
São 30 mil exemplares do gibi, que serão distribuídos gratuitamente nas brinquedotecas do Distrito Federal, na pediatria dos hospitais da Rede Amil (um dos patrocinadores do projeto) e nos hospitais públicos do governo do Distrito Federal.
O objetivo da ONG Amigos da Vida é que em 2012 as histórias de Igor e Vitória cheguem também a São Paulo, ao Rio de Janeiro, a Porto Alegre, a Curitiba, a Salvador e ao Recife.

11 de set. de 2012

[lançamentos] Charlotte Street

Charlotte StreetTudo começa com uma garota... (porque sim, sempra há uma garota...) Jason Priestley acabou de vê-la. Eles partilharam de um momento incrível e rápido de profunda possibilidade, em algum lugar da Charlotte Street. E então, em um piscar de olhos, ela partiu deixando-o, acidentalmente, segurando sua câmera descartável, com o filme de fotos completo... E agora Jason — ex-prodessor, ex-namorado, escritor e herói relutante — se depara com um dilema. Deveria tentar seguir A Garota? E se ela for A garota? Mas aquilo significaria utilizar suas únicas pistas, que estão ainda intocáveis em seu poder... É engraçado como as coisas algumas situações se desenrolam...

[lançamentos] Não Há Dia Fácil: Um Líder da Tropa de Elite Americana Conta Como Mataram Osama Bin Laden


Não Há Dia Fácil: Um Líder da Tropa de Elite Americana Conta Como Mataram Osama Bin LadenEm seus muitos anos como membro do Seal da Marinha dos Estados Unidos, Mark Owen participou de centenas de missões no Iraque e no Afeganistão. Não Há Dia Fácil: Um Líder da Tropa de Elite Americana Conta Como Mataram Osama Bin Laden é um retrato da vida nas equipes do Seal e um relato fiel da Operação Lança de Netuno, realizada em Abbottabad, no Paquistão, que resultou na morte de Osama bin Laden. Owen foi um dos primeiros homens a adentrarem no esconderijo do terrorista e testemunhou, em primeira mão, a sua morte.

No livro, Owen diz, 'Ainda que narradas em primeira pessoa, minhas experiências são universais . Chegou a hora de registrar por escrito uma das mais importantes missões da história militar dos Estados Unidos. A explicação de como e por que ela teve sucesso se perdeu na cobertura jornalística da operação. Não Há Dia Fácil: Um Líder da Tropa de Elite Americana Conta Como Mataram Osama Bin Laden conta a história dos Rapazes, o preço humano que pagamos e os sacrifícios que fizemos para executar esse serviço sujo. Espero que, um dia, um jovem nos primeiros anos do ensino médio leia este livro e se torne um Seal, ou pelo menos viva uma vida maior do que ele próprio. Se isso acontecer, este livro terá valido a pena.'

4 de set. de 2012

[lançamentos] A outra face da Lua


Como Claude Lévi-Strauss afirma numa passagem desta coletânea de textos inéditos no Brasil, “dediquei a maior parte de minha vida profissional ao estudo da mitologia [...]. Assim, eu só podia me mostrar profundamente sensível à vitalidade que os mitos conservam no Japão”. Embora o autor de Tristes trópicos só tenha observado a cultura nipônica pela primeira vez in loco quando já era quase um septuagenário, seus vínculos pessoais com o país do sol nascente remontam à infância, quando começou a colecionar estampas de artistas como Hiroshige e Hokusai.

Os textos reunidos em A outra face da Lua resultam das cinco visitas que Lévi-Strauss fez ao Japão entre 1977 e 1988. Acompanhando pesquisas etnográficas no arquipélago de Okinawa, perambulando pelas ruas apinhadas de Tóquio e estabelecendo contatos com eminentes cientistas e artistas, ele renovou sua paixão pelas obras de arte, crenças, costumes e mitos japoneses. Segundo Lévi-Strauss, nos primeiros tempos da humanidade o arquipélago japonês atuou como uma espécie de mediador entre as culturas asiáticas e ameríndias. Assim, por sua localização geográfica e pelo singular apego de seu povo às tradições arcaicas, diversas ilhas preservaram resquícios do alvorecer cultural da espécie humana. Como nota dominante do livro, Lévi-Strauss procura explicar como uma sociedade que já foi considerada o exato contrário da civilização ocidental pôde se transformar num modelo de tolerância, preservação e inovação para todo o mundo.

[lançamentos] os sentidos do Lulismo


Em novembro de 2009, a prestigiosa revista Novos Estudos, do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), publicou um artigo de André Singer que já se tornou um marco da ciência política brasileira. Escrito durante o auge da popularidade desfrutada pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, “Raízes sociais e ideológicas do lulismo” analisava o grande realinhamento eleitoral ocorrido no país durante o pleito de 2006. O subproletariado - isto é, a massa de dezenas de milhões de pessoas excluídas das relações de consumo e trabalho, e que sempre havia se mantido distante da ameaça de “desordem” representada pela esquerda - aderiu em bloco à vitoriosa candidatura à reeleição. Ao mesmo tempo, a classe média tradicional se afastou de Lula e do PT após as denúncias de corrupção que originaram o caso do “mensalão”. Invertia-se, desse modo, a trajetória eleitoral do partido e de seu principal líder, até então apoiados majoritariamente pelos eleitores urbanos e pelos estratos sociais de maior renda e instrução.
Neste ensaio inédito, muito aguardado pelos observadores e atores da política nacional e que cristaliza suas reflexões sobre o tema, o autor explica como a manutenção da estabilidade econômica e as ações distributivas patrocinadas pelo Estado estão na raiz do massivo apoio das classes populares a Lula - e, a partir de 2010, a sua pupila Dilma Rousseff. Grande conhecedor dos bastidores do PT e do primeiro governo Lula, Singer realiza uma aguda radiografia das relações de classe e poder no Brasil.

28 de ago. de 2012

[lançamento] Os inimigos íntimos da democracia

de Tzvetan Todorov (Trad. Joana Angélica d’Ávila Melo)

Em Os inimigos íntimos da democracia, Todorov emite um enfático alerta contra a maior ameaça à sobrevivência dos valores democráticos no século XXI: as estruturas autoritárias gestadas nas entranhas do próprio sistema político ocidental. Para o autor, o risco de uma regressão global a modos de agir e pensar típicos do totalitarismo é o efeito mais alarmante da perversão interna dos valores democráticos nas últimas décadas. Todorov denuncia os descomedimentos da política contemporânea por meio de uma lúcida compreensão dos discursos ideológicos em jogo nos conflitos decisivos da realidade social.

Leia um trecho em PDF: http://www.companhiadasletras.com.br/trechos/13286.pdf

21 de ago. de 2012

[lançamentos] 12 de setembro de 2012 - A américa depois

GrandeO que aconteceu aos Estados Unidos após o 11 de setembro? Os medos e paranoias que habitam o imaginário dos norte-americanos fazem o terror de uma década atrás ainda parecer real? Os jornalistas da Radio France Pascal Dellanoy e Jean-Christophe Ogier convidaram 19 jornalistas e cartunistas, como Joe Sacco e Art Spiegelman, para reunirem suas impressões da aldeia global sobre o atentado – e depois.

[lançamentos] Caverna do Dragão



Mensagem do Autor: 

Na minha vida eu pedi poucas coisas de coração para Deus: Uma delas que não morresse sem ver meu time ser campeão brasileiro. O pedido foi atendido em 2003, mas um que acabei me conformando que não seria realizado era ver o final da Caverna do Dragão.

Esse desenho mágico que me fazia sair correndo da aula para chegar em casa a tempo de assisti-lo, vive na minha mente até os dias de hoje. Os seus protagonistas me cativaram, eu via no Vingador um vilão perfeito e a mitologia do Reino era simplesmente cativante.

E como milhares de fãs eu sofria por não haver um final para essa saga fabulosa. Era totalmente injusto com os que sofriam diariamente com Hank, Sheila, Presto, Diana, Bobby e Eric. Ver os seis amigos chegarem às vezes tão perto e não conseguir seu objetivo maior me torturava, mas a cada manhã as esperanças renovavam-se com um novo episódio.

Até que chegou a notícia que não produziriam mais o desenho. Eu me senti traído, não cheguei a entrar em depressão, mas fiquei muito triste e por mais de vinte anos estive na agonia de saber como deveria ser o final desta história. Por mais de vinte anos tive que me contentar em assistir as reprises do grupo de garotos que caiu num túnel de luz dentro de um trem fantasma.

Com a popularização da internet foram divulgados os dois possíveis finais: Um sem dono, fruto de boatos e suposições e o roteiro de Réquiem, feito por Michael Reaves. Pessoalmente eu não gostei de nenhum dos dois. Nenhum dos dois me convenceu. Não achava que os meninos poderiam ser tão maus a ponto de estarem no inferno e que o demônio estava dividido entre as figuras do bem e do mal. Era demasiadamente cruel. E achei que o final de Reaves, que com todo respeito é um grande roteirista, não passava de mais um episódio que apenas tiraria o Vingador de cena sem resolver o nosso maior dilema: Os seis amigos voltaram ou não para casa?

É certo que antigamente muitos desenhos animados e séries não tinham finais. Eu me lembro de duas exceções: D'artangnan e os Três Mosqueteiros, feito na França, e o japonês Pirata do Espaço. As duas histórias foram bem amarradas e os finais apareceram. Hoje é comum as séries terminarem sem deixar dúvidas para seus seguidores.

A mais ou menos cinco anos eu comecei a discutir com amigos meus que tinham no desenho Caverna do Dragão a mesma frustração sobre o final. Nossos papos regados a muita cerveja, algo proibido para a época de colégio, onde sempre questionávamos como seria o final ideal para a história. Algo que colocasse uma pedra no assunto. As discussões eram acaloradas. Cada um queria impor seu ponto de vista. Algumas posições eram muito interessantes, outras totalmente absurdas. Eu também tinha as minhas. Mas passei a escrever tudo que falavam e analisei todas as anotações.

Um belo dia, animado pelas nossas cervejadas, falei que pensava em escrever o final do desenho. Fui desafiado pelos demais. Era o incentivo que eu precisava.

Quando assisti Guerra nas Estrelas eu curti o dia em que Luke libertou Anakin de todo o mal, mas sempre ficou na minha cabeça como tudo tinha acontecido. A decisão de George Lucas de fazer os três capítulos iniciais pôs fim a essa dúvida que eu tinha e me levou a pensar sobre como era a vida dos seis guerreiros antes do trem fantasma. Eu não sabia nada sobre Hank e companhia. Na Wikipédia as informações que existiam eram cruzamentos de deduções a partir do que foi observado nas histórias. Eu passei a rever os episódios.

Acontece que algumas coisas me incomodavam no desenho da década de oitenta. Apesar de ainda apreciar os traços e o enredo das histórias, a direção feita no desenho não me agradava mais, precisava ser revista, repaginada. Era um clássico, mas ver o Eric levantar as mão e sair correndo já não tinha tanta graça. Afinal eles estavam ali lutando pelas próprias vidas.

Então resolvi ficar dois anos sem ler nada ou assistir qualquer episódio do desenho. Procurei me distanciar ao máximo da história original e comecei a pensar em recriar a minha própria história. Meu objetivo era responder as perguntas que sempre ficaram na minha mente durante todos aqueles anos. Por que Eric era daquele jeito? De onde veio o Mestre dos Magos? Hank e Sheila tinham alguma coisa?

Decidi então por minha imaginação para funcionar. E ao final de mais dois anos escrevi uma história com começo meio e fim para a Caverna do Dragão. Foram muitas noites sem dormir, horas e horas de pesquisa e dois notebooks estragados exclusivamente para concluir o trabalho.

Não foi minha intenção plagiar, pegar carona ou aproveitar do sucesso desta fabulosa história. Não quero tomá-la para mim, seria muita pretensão. Minha única intenção com esse livro foi criar uma coisa de fã mesmo, dividir, compartilhar. Os companheiros de discussão que leram os originais impressos numa laser da minha casa incentivaram esse projeto. Alguns deram importante contribuição para que ele saísse do computador e se concretizasse.

Nas próximas páginas não espere encontrar um final para os desenhos que você assistia na TV pelas manhãs, muito menos uma compilação destes episódios. O que procurei fazer é uma nova história, uma visão muito pessoal e humilde de como começou a aventura e um desfecho para coroar os momentos de agonia e êxtase que vivemos ao assistir aquele que para mim foi o melhor desenho de todos os tempos.

D4mon3


Sinopse: 

" – Enfrentar os gronks faz parte da cadeia de acontecimentos que poderá culminar com o fim dessa jornada. Talvez se vocês tivessem esquivado desta etapa não estariam no caminho de volta. Poderiam ficar perdidos no reino andando em círculos. – Concluiu o mestre.

Eric acalmou-se um pouco. Sua raiva contrastava com a calma do anão de vermelho. Ele estava totalmente perdido, não sabia o que fazer. O reino não era uma quadra de basquete onde ele conhecia centímetro por centímetro e era senhor do tempo e espaço. Em campo ele jogava por prazer. O Reino era uma quadra em que ele lutava pela sua vida."

O dia que começou perfeito e era para terminar com comemoração e descontração, transformou-se num pesadelo: Os seis amigos que pensaram em se divertir num parque, tiveram seu destino alterado. Ao entrar na mais moderna e comentada montanha-russa, a Caverna do Dragão, não concluíram o passeio e foram parar no Reino: Um lugar surreal, cheio de perigos e criaturas fantásticas onde de posse das Armas do Poder vão lutar por suas vidas e procurar o caminho para casa. Eles serão guiados pelo Mestre dos Magos e enfrentarão uma maligna criatura, o Vingador que fará de tudo para tomar seus artefatos mágicos.

A Caverna do Dragão é uma releitura do famoso desenho animado da década de oitenta que por mais de 25 anos povoou a mente de algumas gerações. A agonia de não existir um final para a mais famosa série de desenho animado, levou D4mon3 a criar essa releitura.

Não espere encontrar um grande capítulo ou a transcrição do final de Michael Reaves. Prepare-se para uma nova história, onde os personagens estão diferentes e apenas algumas citações interessantes que lembram o cartoon da televisão. Uma história com início, meio e fim que vai te levar a uma viagem alucinante pelo túnel de luz que conduziu seis garotos ao Reino.

Mensagem do Autor:

Na minha vida eu pedi poucas coisas de coração para Deus: Uma delas que não morresse sem ver meu time ser campeão brasileiro. O pedido foi atendido em 2003, mas um que acabei me conformando que não seria realizado era ver o final da Caverna do Dragão.

Esse desenho mágico que me fazia sair correndo da aula para chegar em casa a tempo de assisti-lo, vive na minha mente até os dias de hoje. Os seus protagonistas me cativaram, eu via no Vingador um vilão perfeito e a mitologia do Reino era simplesmente cativante.

E como milhares de fãs eu sofria por não haver um final para essa saga fabulosa. Era totalmente injusto com os que sofriam diariamente com Hank, Sheila, Presto, Diana, Bobby e Eric. Ver os seis amigos chegarem às vezes tão perto e não conseguir seu objetivo maior me torturava, mas a cada manhã as esperanças renovavam-se com um novo episódio.

Até que chegou a notícia que não produziriam mais o desenho. Eu me senti traído, não cheguei a entrar em depressão, mas fiquei muito triste e por mais de vinte anos estive na agonia de saber como deveria ser o final desta história. Por mais de vinte anos tive que me contentar em assistir as reprises do grupo de garotos que caiu num túnel de luz dentro de um trem fantasma.

Com a popularização da internet foram divulgados os dois possíveis finais: Um sem dono, fruto de boatos e suposições e o roteiro de Réquiem, feito por Michael Reaves. Pessoalmente eu não gostei de nenhum dos dois. Nenhum dos dois me convenceu. Não achava que os meninos poderiam ser tão maus a ponto de estarem no inferno e que o demônio estava dividido entre as figuras do bem e do mal. Era demasiadamente cruel. E achei que o final de Reaves, que com todo respeito é um grande roteirista, não passava de mais um episódio que apenas tiraria o Vingador de cena sem resolver o nosso maior dilema: Os seis amigos voltaram ou não para casa?

É certo que antigamente muitos desenhos animados e séries não tinham finais. Eu me lembro de duas exceções: D'artangnan e os Três Mosqueteiros, feito na França, e o japonês Pirata do Espaço. As duas histórias foram bem amarradas e os finais apareceram. Hoje é comum as séries terminarem sem deixar dúvidas para seus seguidores.

A mais ou menos cinco anos eu comecei a discutir com amigos meus que tinham no desenho Caverna do Dragão a mesma frustração sobre o final. Nossos papos regados a muita cerveja, algo proibido para a época de colégio, onde sempre questionávamos como seria o final ideal para a história. Algo que colocasse uma pedra no assunto. As discussões eram acaloradas. Cada um queria impor seu ponto de vista. Algumas posições eram muito interessantes, outras totalmente absurdas. Eu também tinha as minhas. Mas passei a escrever tudo que falavam e analisei todas as anotações.

Um belo dia, animado pelas nossas cervejadas, falei que pensava em escrever o final do desenho. Fui desafiado pelos demais. Era o incentivo que eu precisava.

Quando assisti Guerra nas Estrelas eu curti o dia em que Luke libertou Anakin de todo o mal, mas sempre ficou na minha cabeça como tudo tinha acontecido. A decisão de George Lucas de fazer os três capítulos iniciais pôs fim a essa dúvida que eu tinha e me levou a pensar sobre como era a vida dos seis guerreiros antes do trem fantasma. Eu não sabia nada sobre Hank e companhia. Na Wikipédia as informações que existiam eram cruzamentos de deduções a partir do que foi observado nas histórias. Eu passei a rever os episódios.

Acontece que algumas coisas me incomodavam no desenho da década de oitenta. Apesar de ainda apreciar os traços e o enredo das histórias, a direção feita no desenho não me agradava mais, precisava ser revista, repaginada. Era um clássico, mas ver o Eric levantar as mão e sair correndo já não tinha tanta graça. Afinal eles estavam ali lutando pelas próprias vidas.

Então resolvi ficar dois anos sem ler nada ou assistir qualquer episódio do desenho. Procurei me distanciar ao máximo da história original e comecei a pensar em recriar a minha própria história. Meu objetivo era responder as perguntas que sempre ficaram na minha mente durante todos aqueles anos. Por que Eric era daquele jeito? De onde veio o Mestre dos Magos? Hank e Sheila tinham alguma coisa?

Decidi então por minha imaginação para funcionar. E ao final de mais dois anos escrevi uma história com começo meio e fim para a Caverna do Dragão. Foram muitas noites sem dormir, horas e horas de pesquisa e dois notebooks estragados exclusivamente para concluir o trabalho.

Não foi minha intenção plagiar, pegar carona ou aproveitar do sucesso desta fabulosa história. Não quero tomá-la para mim, seria muita pretensão. Minha única intenção com esse livro foi criar uma coisa de fã mesmo, dividir, compartilhar. Os companheiros de discussão que leram os originais impressos numa laser da minha casa incentivaram esse projeto. Alguns deram importante contribuição para que ele saísse do computador e se concretizasse.

Nas próximas páginas não espere encontrar um final para os desenhos que você assistia na TV pelas manhãs, muito menos uma compilação destes episódios. O que procurei fazer é uma nova história, uma visão muito pessoal e humilde de como começou a aventura e um desfecho para coroar os momentos de agonia e êxtase que vivemos ao assistir aquele que para mim foi o melhor desenho de todos os tempos.

D4mon3

14 de ago. de 2012

[lançamento] A Mais Pura Verdade Sobre a Desonestidade: Por Que Mentimos para Todo Mundo - Inclusive para Nós Mesmos


Em seu novo e provocativo livro Dan Ariely é imperativo: todos nós somos desonestos. A questão é que nosso comportamento tem duas grandes motivações: por um lado, queremos nos enxergar como pessoas honestas e honradas, por outro, tanto quanto possível, queremos atender aos nossos interesses.

Através dos resultados de suas pesquisas e de suas experiências pessoais, Ariely analisa atitudes antiéticas nas esferas pessoal, profissional e política, e mostra como esses comportamentos afetam a todos, mesmo quando acreditamos ser possuidores de altos padrões morais. Ele nos encoraja a lançar um olhar mais honesto sobre nossas ações, mostrando que a desonestidade está em toda a parte e que esse é um comportamento muitas vezes irracional, porém inerente à condição humana. Além disso, identifica o que nos mantém honestos, apontando, ainda, o caminho para pequenas mudanças que podemos fazer para que sejamos, em face de nossas limitações, mais éticos.
Escrito com o humor e o charme que são as marcas registradas do autor, este livro nos leva a uma compreensão mais profunda sobre nossos princípios éticos e suas motivações.

[lançamento] As melhores frases em Veja

A revista Veja publica desde 1995 as melhores frases da semana, consolidadas mais recentemente na coluna "Veja Essa". Esta seleção das melhores frases, em ordem cronológica, entre as cerca de 10.000 já publicadas, é um passeio leve, divertido e instigante pela história recente do Brasil e do mundo na política, nas artes e no comportamento.

[lançamento] Quentin Tarantino - Arquivos de um Fanático Por Cinema


Pela primeira vez desde Hitchcock, os cinéfilos adotaram um diretor de cinema cujo nome já denota um gênero de filmes. Tarantino se tornou sinônimo não só de violência pós-moderna, mas também de assimilação de elementos do crime e exploração de gêneros de filmes de ação, de uma forma que os celebra e faz as fontes originais serem tratadas com o devido respeito.

Com textos inéditos e um projeto gráfico que dialoga com o tema, esse livro sobre Tarantino homenageia todas as suas influências e o fato de criar filmes de altíssima qualidade sem esconder de onde tirou as referências. Os 11 filmes que dirigiu viraram cânones e cada novidade sua é aguardada com fervor.

[lançamento] Manuscrito Encontrado em Accra


Autor: Paulo Coelho

Quais são os valores que restam depois que tudo foi destruído?

14 de julho de 1099. Enquanto Jerusalém se prepara para a invasão dos cruzados, um grego conhecido como Copta convoca uma reunião com os jovens e velhos, homens e mulheres da cidade.

A multidão formada por cristãos, judeus e muçulmanos chega à praça achando que irá ouvir uma preleção sobre como se preparar para o combate, mas não é isso que o Copta tem a lhe dizer.

Tudo indica que a derrota é iminente, mas o grego só quer instigar as pessoas a buscarem a sabedoria existente em sua vida cotidiana, forjada a partir dos desafios e dificuldades que têm de enfrentar.

O verdadeiro conhecimento, acredita, está nos amores vividos, nas perdas sofridas, nos momentos de crise e de glória e na convivência diária com a inevitabilidade da morte.

Na tradição de O Profeta, de Khalil Gibran, o Manuscrito encontrado em Accra, de Paulo Coelho, é um convite à reflexão sobre nossos princípios e nossa humanidade.

8 de ago. de 2012

[lançamentos] Mário Quintana terá obra reeditada

Uma novidade para os apaixonados pela obra de Mário Quintana! Em Agosto a Editora Alfaguara reeditará a obra do escritor.

Confiram as capas: