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14 de mar. de 2014

[curiosidades] 33 curiosidades sobre o universo literário

Os países que mais consomem livros no mundo são, pela ordem: China, Estados Unidos, Japão, Rússia e Alemanha.

O país com o maior número de livrarias são os Estados Unidos, com uma para cada 15 mil pessoas. No Brasil, existe uma para cada 70 mil pessoas.

O livro mais caro do mundo chama-se The Birds of America (Os Pássaros da América), uma coletânea de ilustrações de pássaros feitas por John James Audubon (1785 - 1851), um naturalista do século XIX. Ele foi arrematado num leilão por 11,5 milhões de dólares.

A antiga biblioteca de Alexandria foi erguida por Ptolomeu I no século 3 a.C.. Ptolomeu era um dos generais de Alexandre, a quem coube a administração do recém-conquistado Egito. Calcula-se que ela tenha começado com apenas 200 manuscritos em papiro e que, em seu apogeu (século 2 a. C.), abrigou mais de 700.000 papiros.

A maior biblioteca do mundo atualmente é a biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, com mais de 144 milhões de itens diferentes, disponíveis em cerca de 470 idiomas. Acredite se quiser, mas ela possui “só” 32 milhões de livros catalogados.

Na Idade Média, os livros eram produzidos por monges copistas que, como o própria nome indica, copiavam os manucristos página por página. Detalhe curioso: muitos monges copistas eram excelentes desenhistas, mas analfabetos.

A maior biblioteca do Brasil é a Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro, com mais de 9 milhões de itens.

O primeiro livro impresso foi a Bíblia de Johannes Gutenberg, em 1455.

O primeiro livro impresso em português foi o Pentateuco – reunião dos cinco primeiros livros da Bíblia -, em Algarve, Portugal, em 1487.

Bíblia é uma palavra de origem grega cujo significado é “rolo” ou “livros”. Ela vem de Biblos, provavelmente por cauda da cidade fenícia de Biblos, um importante centro produtor de rolos de papiros utilizados na produção de livros.

Foi São Jerônimo (Eusebius Hyeronimus) quem chamou pela primeira vez ao conjunto dos livros do Antigo Testamento e Novo Testamento de "Biblioteca Divina". Ele traduziu a Bíblia para o latim. Um detalhe interessante: São Jerônimo é o padroeiro dos bibliotecários e tradutores.

Acredita-se que a Bíblia tenha sido escrita ao longo de 1.600 anos por cerca de 40 homens das mais diversas profissões, origens culturais e classes sociais.

A Bíblia possuiu um total de 3.566.480 letras e 773.756 palavras. São 31.138 versículos e 1.189 capítulos.

A Bíblia foi traduzida para 1.134 línguas e dialetos. São vendidas 47 bíblias por minuto no mundo.

A mais volumosa Bíblia do mundo pesa 175 quilos e pertence ao Vaticano.

Miguel de Cervantes tinha 57 anos quando publicou a primeira parte de Dom Quixote.

O poeta português Fernando Pessoa tinha o hábito de escrever sob diversos pseudônimos, cada um com um estilo e uma biografia próprios. Ente os pseudônimos adotado estão Ricardo Reis, Alberto Caieiro e Álvaro de Campos.

O escritor mais traduzido do mundo é o inglês William Shakespeare. Sua obra foi traduzida para mais de 110 idiomas.

O autor brasileiro mais traduzido é Paulo Coelho. Ao todos, os livros de Coelho tiveram 1.077 traduções. Os outros autores mais traduzidos são, por ordem: José Saramago, Jorge Amado, Fernando Pessoa, Eça de Queirós, José Mauro de Vasconcelos e Clarice Lispector.

Jorge Amado é um dos escritores brasileiros mais traduzidos no mundo. No total, Teve suas obras traduzidas 420 vezes. É também um cujo obra recebeu mais adaptações. Terras do Sem-fim, Tieta do Agreste e Gabriela, por exemplo, viraram novelas transmitidas em horário nobre.

Aldous Huxley, autor do clássico Admirável Mundo Novo, narrou suas experiências com alucinógenos num livro chamado As Portas da Percepção. Aliás, você sabia que o nome do grupo de rock The Doors foi inspirado no livro As Portas da Percepção?

Também foram as drogas (em especial o ópio e haxixe) que inspiraram o poeta Charles Baudelaire a escrever Os Paraísos Artificiais, uma reflexão sobre o uso de substâncias alucinógenas.

Baudelaire e Huxley não foram os únicos nem os últimos a passar as experiências com drogas para o papel. O escritor Paulo Mendes Campos certa vez escreveu um relato sobre experiências com alucinógenos que foi extremamente elogiado pela crítica. Para escrever sobre o assunto, o escritor brasileiro experimentou LSD sob a supervisão médica de um amigo. Seus pontos de vista e observações estão no ensaio Experiências com LSD, publicado pela primeira vez no começo dos anos 1960.

No início da carreira, o escritor George Bernard Shaw teve que ser sustentado pela mãe por que não conseguia vender seus livros.

O primeiro volume de Em Busca do Tempo Perdido, de Marcel Proust, foi publicado às custas do próprio autor, uma vez que havia sido recusado por diversas editoras.

O poeta Carlos Drummond de Andrade publicou o seu primeiro livro, com tiragem de 500 exemplares, com o dinheiro do próprio bolso.

Foi com suas últimas economias que o escritor colombiano Gabriel Garcia Márquez publicou sua obra-prima Cem Anos de Solidão. A primeira tiragem de oito mil exemplares se esgotou em 15 dias.

O poeta chileno Pablo Neruda só conseguiu publicar seu primeiro livro, Crepusculário, depois de vender todos os seus bens para financiá-lo.

Dom Quixote, obra-prima do espanhol Miguel de Cervantes, obteve um sucesso tão grande na época da sua publicação que um anônimo escreveu uma segunda parte do romance.

O romance Os Tambores de São Luís, do brasileiro Josué Montello, possui nada mais, nada menos que 400 personagens.

O escritor Georges Simenon publicou em toda a vida 425 livros. Dizem que Simenon chegou ao ponto de escrever um livro por dia. Destes, 84 são com o personagem Inspetor Maigret.

O escritor brasileiro Ryoki Inoue publicou mais de 1.100 obras usando 39 pseudônimos. Um recorde digno do Guiness Book! Inoue chegava a escrever um capítulo inteiro de um livro durante uma ida ao banheiro.

O Dia Nacional do Livro é comemorado em 29 de outubro. O Dia do Livro Infantil é lembrado em 18 de abril (aniversário de Monteiro Lobato).

18 de fev. de 2013

[curiosidades] O Guia das Curiosas

O guia das curiosasQuem é mais curioso: o homem ou a mulher? De tanto ouvir essa pergunta, o autor da série O Guia dos Curiosos decidiu escrever um livro só com curiosidades femininas.

Veja nestas páginas curiosidades sobre moda, beleza, saúde, dietas, dança. Histórias engraçadas e pitorescas das mulheres na história, na política, na música, no cinema, nos esportes, na televisão, nas artes. E até respostas para aquelas perguntas que parecem mais absurdas. Se a esposa do presidente é a primeira-dama, o que o marido de uma presidenta seria? Quem é aquela mulher que aparece no símbolo da Columbia Pictures? Por que a noiva joga o buquê?

Agora responda: será mesmo que elas são mais curiosas que eles?


Sobre os autores:


Marcelo Duarte nasceu em São Paulo em 31 de outubro de 1964. É jornalista desde 1984 e já publicou oito volumes da coleção O Guia dos Curiosos. Apresenta o programa Loucos por futebolna ESPN Brasil e tem programas nas rádios Bandeirantes e BandNews FM. Escreve todas as semanas a coluna “Curiocidade” no jornal O Estado de S. Paulo. Além disso, colabora em uma série de publicações.






Inês de Castro foi editora de beleza da revista Claudia e editora de beleza e moda da revistaMáxima, ambas da editora Abril. Dirigiu as revistas Corpo a Corpo e Dieta Já, da editora Símbolo, e escreveu artigos sobre beleza, saúde e comportamento para as revistas Nova, Nova Beleza, Elle e Marie Claire. Presta consultoria e dá palestras nas áreas de beleza, moda e comportamento para diversas empresas.

[curiosidades] A dieta do bom humor


Percebeu como as pessoas hoje em dia depositam na alimentação a responsabilidade pela própria felicidade? Separar as emoções e os alimentos para evitar o desequilíbrio tem sido um dos maiores desafios da vida moderna. 
 
Neste livro, você vai descobrir como se manter em forma com alimentos saudáveis e gostosos, sem abandonar o que lhe dá prazer – pode até pipoca, sorvete e chocolate! –, com dicas preciosas para fazer escolhas inteligentes até mesmo em uma festa ou durante as férias. Acredite: você pode comer de tudo e, mesmo assim, atingir o peso ideal e mantê-lo para sempre, sem fórmulas milagrosas!


Sobre a autora: Sonia Tucunduva Philippi é nutricionista, pesquisadora e livre-docente com mestrado e doutorado pela USP. Autora e coautora de inúmeros trabalhos, é uma profissional bastante requisitada por emissoras de TV e rádio, além de jornais e revistas, para falar sobre dietas.

4 de fev. de 2013

[curiosidades] 100 empregos idiotas... e como conseguí-los

100 empregos idiotas... e como consegui-losEspalhados por todas as partes do mundo, artistas habilidosos de idiotice têm mantido empregos lucrativos e agradáveis, e estão se divertindo muito mais que você.

Em quase todas as profissões, do ramo da publicidade ao de franquias de escolas de ioga, as pessoas afortunadas que “trabalham” nesses empregos invejados levam a melhor vida que se pode imaginar: ganham bem, raramente têm de trabalhar duro e seu cargo é altamente respeitado, porque ninguém sabe exatamente o que fazem.
 
Quer um emprego desses? Confira em 100 empregos idiotas... e como consegui-los.

Autor: Stanley Bing



Fonte: Panda Books

[curiosidades] Cala a boca Galvão

Galvão Bueno é o narrador esportivo mais famoso e controverso da história da televisão brasileira. Virou um verdadeiro showman da narração esportiva, disparando bordões ufanistas, metáforas esquisitas, chavões malucos, comentários óbvios e muita interação com seus comentaristas.

Para celebrar o sucesso do twitter “Cababoca Galvão”, que ganhou fama internacional na Copa de 2010, Pablo Peixoto apresenta neste livro as frases icônicas que transformaram o narrador em uma das maiores celebridade da internet de todos os tempos. Todas elas comentadas por Pablo, sem censura! 



Fonte: Panda Books

[curiosidades] Vela recria aroma de bibliotecas

Vela da ByRedo Parfums recria o aroma típico das bibliotecasOs aromas são os melhores amigos da memória, já dizia Marcel Proust, célebre autor francês, quando escreveu sobre os biscoitinhos Madeleines, que tanto lembravam o cheiro da sua infância. Pensando em propor reais experiências olfativas, cada vez mais criadores buscam trazer ingredientes irresistíveis para suas fórmulas. Foi o que fez, por exemplo, Thierry Mugler ao criar o emblemático Angel, o primeiro a misturar notas gourmandes, como o chocolate e a baunilha em um perfume.


Apostando em recriar os momentos de intimidade entre leitor e livro, a marca francesa By Redo Parfums lança o impensável: uma vela com essência de biblioteca. Impossível? Nem um pouco. Para compor a novidade, notas de ameixa, couro e patchouli recriam com perfeição o espaço preferido dos ratos de biblioteca.

Prefere ler no Ipad? Perfeito. Nada mais acolhedor do que relaxar enquanto queima ao lado uma singela e refinada vela.

Será que a novidade chega ao Brasil?

28 de jan. de 2013

[curiosidades] Os livros mais polêmicos do mundo

Esses livros simplesmente são polêmicos porque desafiaram as crenças e teorias da época em que foram escritos. Os autores resolveram inovar, e tocar em assuntos que sempre geram confusão, como: política, religião e ciência.

Confiram os livros que mais geraram polêmicas:


A Bíblia é o livro mais vendido e traduzido do mundo. Durante séculos, fiéis, cientistas, pesquisadores e leitores levantam dúvidas sobre sua autoria, datas e conteúdo. Duplas interpretações e incertezas giram em torno de todo o livro.





Escrito durante a prisão de Hitler, a obra expressa as ideias antissemitas e racistas do ditador que culminaram no movimento nazista. Em suas páginas, Hitler persuadia os alemães a combater os judeus.






Ao apresentar a Teoria da Evolução que, dentre outros preceitos, afirma que o homem descenderia dos macacos, Darwin também abordou a luta pela sobrevivência das espécies e a seleção natural, causando extremo furor social.






Escrito por Giordano Bruno, o livro se baseia na teoria de Copérnico de que a Terra não é o centro do Universo, mas o sol. Por ser considerado um herege, Giordano Bruno acabou sendo queimado vivo, em Roma, em 17 de fevereiro de 1600.



A violência neste livro foi a forma que o autor encontrou para afrontar a Igreja, a família e o Estado em sua época. A obra conta com cenas de incesto, tortura, orgias e assassinato. Não foi à toa que o sobrenome do autor deu origem ao termo “sadismo”. Marquês de Sade foi preso diversas vezes por seu comportamento e acabou falecendo em um hospício. 




Ao afirmar em sua obra que os sonhos eram projeções do inconsciente, Freud contrariou as teorias da época que acreditavam que os sonhos não eram inteligíveis. As interpretações sexuais dadas a alguns sonhos foi o que causou maior escândalo na época.




Carente de aventuras, Madame Bovary comete adultério e se entrega ao consumismo desenfreado. Por fazer críticas ao clero e à burguesia, o romance causou polêmica e Flaubert foi levado a julgamento por ofender a moral e a religião.





O livro conta a história de Humbert Humbert, um professor quarentão que se apaixona por sua enteada de 12 anos. Lolita foi durante muito tempo considerada uma obra pornográfica e que atenta contra os bons costumes. 



A obra que narra a história de dois muçulmanos que sobrevivem a um atentado à bomba é recheada de ironias e críticas ao Alcorão e ao islamismo. O livro levou líderes religiosos a oferecem US$6 milhões de recompensa pela morte de Rushdie que se manteve durante anos em anonimato.





O autor, um biólogo, expõe argumentos para provar que Deus não existe e coloca a religião como principal causa de males modernos como guerras e intolerância. A discussão entre religiosos e ateus gerou dezenas de artigos e livros contrários às ideias de Dawkins. 


Narra a história de Cherry Vanilla, um garoto de 12 anos que deseja virar uma mulher famosa. Em 2006, descobriu-se que J. T. Leroy não era um homem e sim um pseudônimo para uma ex-operadora de telesexo e verdadeira autora do livro.






Fonte: Book is life 

[curiosidades] Nietzsche para Estressados está entre os mais vendidos de 2012


--> Trechos do Livro: 

Filosofia para o dia a dia
NIETZSCHE PARA ESTRESSADOS é um manual inteligente, provocador e estimulante que reúne 99 máximas do gênio alemão e sua aplicação prática a várias situações do dia a dia. A filosofia de Nietzsche é de grande utilidade na busca de uma solução para uma série de problemas, tanto na vida pessoal quanto na profissional.
Este breve curso de filosofia cotidiana foi criado para nos auxiliar naqueles momentos em que precisamos tomar decisões, recuperar o ânimo, encontrar o caminho certo quando estamos perdidos e relativizar a importância dos fatos da vida. É indicado para pessoas que procuram inspiração no pensamento do filósofo mais influente da era moderna para combater as angústias e os medos dos dias de hoje.
Cada capítulo é iniciado por um aforismo desse grande pensador, seguido de uma interpretação atual que nos ajuda a alcançar o bem-estar.
No final, há um anexo que explica o valor terapêutico da filosofia e suas aplicações no cotidiano. Conheceremos o trabalho dos filósofos terapeutas, popularizado pelo livro Mais Platão, menos Prozac, de Lou Marinoff, e entenderemos como máximas dos pensadores de todos os tempos podem oferecer uma ajuda da melhor qualidade.
Antes de conhecer seus pensamentos, saiba um pouco sobre a vida do grande mestre.
Friedrich Wilhelm Nietzsche nasceu em 1844, na cidade alemã de Röcken. Seu pai era pastor evangélico e faleceu quando o filho tinha 5 anos. O menino cresceu em um ambiente de pietismo protestante dominado por mulheres.
Após frequentar um internato, onde foi apresentado à Antiguidade grega e romana, estudou filosofia clássica nas universidades de Bonn e Leipzig. Nessa última, entrou em contato com as ideias de Schopenhauer e com a música de Wagner, compositor que admirava e que mais tarde conheceria pessoalmente.
Em 1869, com apenas 25 anos, Nietzsche já era professor de filologia clássica na Universidade da Basileia. No entanto, sua atividade docente foi interrompida em 1870, quanto estourou a Guerra Franco-Prussiana.
Nietzsche participou do conflito como enfermeiro, até ser obrigado a abandonar o front por causa de uma disenteria, da qual nunca se recuperou totalmente.
Em 1881, conheceu Lou Andreas Salomé, mulher por quem se apaixonou perdidamente mas que acabaria se casando com um amigo seu. A rejeição ajudou a consolidar sua proverbial misoginia.
Obrigado a se aposentar prematuramente por conta de sequelas da doença, Nietzsche viveu na Riviera francesa e no norte da Itália, lugares que considerava ideais para pensar e escrever.
Sozinho e frustrado por suas obras não alcançarem a acolhida desejada, foi vítima de seus primeiros acessos de loucura em 1889, quando morava em Turim e estava praticamente cego.
Após longas temporadas internado em clínicas da Basileia e de Jena, Nietzsche passaria o fim da vida na casa da mãe, que cuidou dele até morrer, deixando-o ao encargo da irmã. Nietzsche faleceu em 1900.
Seu ambicioso legado filosófico até hoje não perdeu o poder inspirador e instigante.

1 - Quem tem uma razão de viver é capaz de suportar qualquer coisa
QUANDO PERDEMOS DE VISTA nossos objetivos fundamentais, somos dominados pelo estresse e pela desorientação. A sensação de “trabalhar muito para nada” e o esgotamento que dificulta a concentração podem ser combatidos com a definição de uma meta clara, que ofereça sentido ao que estamos fazendo nos bons e nos maus momentos.
Para o psicólogo Viktor Frankl, se o indivíduo encontra um sentido para sua vida, é capaz de superar a maior parte das adversidades.
A logoterapia, criada por ele, busca exatamente isto: em vez de escavar o passado do paciente, tenta explorar o que é possível fazer com o que ele tem aqui e agora. Em outras palavras, devemos encontrar um motivo para nos levantar da cama todas as manhãs.
O problema de muitas pessoas insatisfeitas com sua existência é que elas não pensam na vida que gostariam de viver. E a primeira condição para encontrar-se é saber aonde se quer chegar.
Como fez Frankl meio século mais tarde, Nietzsche destaca a importância de se buscar uma “razão de viver”. Quando nossa vida se torna plena de sentido, de uma hora para outra os esforços já não são cansativos, e sim passos necessários em direção à meta que estabelecemos.

2 - O destino dos seres humanos é feito de momentos felizes e não de épocas felizes
A FELICIDADE É FRÁGIL E VOLÁTIL, pois só é possível senti-la em certos momentos. Na verdade, se pudéssemos vivenciá-la de forma ininterrupta, ela perderia o valor, uma vez que só percebemos que somos felizes por comparação.
Após uma semana de céu nublado, um dia de sol nos parece um milagre da Criação. Do mesmo modo, a alegria aparenta ser mais intensa quando atravessamos um período de tristeza. Os dois sentimentos se complementam, pois, da mesma forma que a melancolia não é eterna, não poderíamos suportar 100 anos de felicidade.
Imaginar que temos obrigação de ser felizes o tempo todo e em todo lugar é um grande fator de estresse na sociedade moderna. A negação da tristeza dispara o consumo de antidepressivos e a busca de psicoterapias e nos leva a adquirir coisas de que não precisamos. Não exibir um sorriso permanente parece ser motivo de vergonha.
Contra essa perspectiva falsa e infantil, Nietzsche nos lembra que a felicidade vem em lampejos e que tentar fazer com que ela dure para sempre é aniquilar esses lampejos que nos ajudam a seguir em frente no longo e tortuoso caminho da vida.

3 - Nós nos sentimos bem em meio à natureza porque ela não nos julga
NÓS, SERES HUMANOS DO SÉCULO XXI, estamos “desnaturalizados” e isso muitas vezes nos faz parecer extraterrestres em nosso próprio planeta. Mesmo acreditando que a cultura e a civilização tenham suprido nossa porção mais animal e instintiva, ainda precisamos manter contato com o mundo natural.
Para tratar quadros de ansiedade que nascem do excesso de trabalho e de uma longa permanência na selva de pedra, escapadas de dois ou três dias para a natureza podem ser mais eficientes do que a ingestão de medicamentos.
Ao sentir o cheiro de terra fresca, o ar limpo e o silêncio, que só é quebrado pelas pequenas criaturas ao redor, reencontramos nossa essência por tanto tempo abandonada.
Como diz Nietzsche, na cidade precisamos representar um papel porque estamos muito preocupados com o que pensam de nós. Mas, ao voltar à natureza, podemos nos dar ao luxo de sermos nós mesmos. Não precisamos nos vestir bem, falar ou atuar de maneira especial. Basta nos deixarmos levar pelo mundo natural em direção ao nosso interior, onde um manancial de tranquilidade nos espera.

4 - Precisamos pagar pela imortalidade e morrer várias vezes enquanto estamos vivos
NIETZSCHE SUGERE QUE NÃO HÁ apenas uma morte ao longo da existência humana. No decorrer da vida, vamos vencendo etapas e devemos morrer – simbolicamente – para podermos nascer no estágio seguinte.
Essa transição de uma vida a outra é o que as tribos mais ligadas à terra chamam de “rito de passagem”, um momento que nossa civilização vem abandonando.
O antropólogo catalão J. M. Fericgla comenta o assunto: Sem entrar no mérito da religião, a primeira comunhão era tradicionalmente um rito de iniciação: uma porta simbólica que conduzia da infância à puberdade. Os meninos ganhavam suas primeiras calças compridas após a cerimônia, transformando- -se em homenzinhos. Isso coincidia com a permissão para sair à rua sozinhos, mesmo que apenas para comprar pão. O padrinho costumava abrir uma conta-corrente no nome do afilhado.
Também no momento da primeira comunhão os meninos ganhavam seu primeiro relógio, o que significava um controle adulto do tempo.
Um bom exercício para tomar consciência das vidas que existem dentro de nossa vida é fazer uma relação das etapas que já superamos e verificar se houve algum rito de passagem entre uma e outra. Depois podemos perguntar a nós mesmos: “Qual é a próxima vida em que quero nascer?”

5 - O valor que damos ao infortúnio é tão grande que, se dizemos a alguém “Como você é feliz!”, em geral somos contestados
NÃO É LUGAR-COMUM DIZER que os povos aparentemente mais primitivos demonstram ser mais felizes que a sociedade ocidental contemporânea. Muitos se perguntam como pessoas que não têm nada ou quase nada podem ser mais bem-humoradas do que outras que trabalham para acumular todo tipo de bens.
Será que a contestação, como diz Nietzsche, é uma marca de nossa civilização?
Nas conversas típicas do ambiente de trabalho, nos bares e nos restaurantes as queixas são intermináveis: reclamamos das taxas de juros, do custo de vida, do ruído e da poluição que assolam as grandes cidades. Talvez não estejamos fazendo nada para remediar esses fatores, mas gostamos de nos queixar, o que acaba gerando angústia e estresse.
O estresse não nasce das circunstâncias externas, mas da interpretação que fazemos delas. Talvez o segredo da felicidade seja deixar de nos preocuparmos com fatores e estatísticas que não dependem de nós e nos divertirmos mais.

6 - Nosso tesouro está na colmeia de nosso conhecimento. Estamos sempre voltados a essa direção, pois somos insetos alados da natureza, coletores do mel da mente
COMO SCHOPENHAUER, NIETZSCHE em sua juventude se interessou pelas várias filosofias que florescem na Índia.
Herdeiro de uma longa tradição espiritual voltada ao conhecimento pessoal, Ramana Maharshi talvez tenha sido o último “grande guru” a trabalhar com o instrumento que nos torna humanos: a mente.
Ramana estimulava seus discípulos a perguntarem a si mesmos: “Quem sou eu?” Quando soube que tinha câncer, tranquilizou-os dizendo: “Não vou a lugar nenhum. Para onde poderia ir?”
Aqui Nietzsche compara a conquista da mente a uma abelha voando em direção à colmeia para colher o mel mais puro. Maharshi descrevia da seguinte forma a viagem às profundezas do nosso interior:
Assim como o pescador de pérolas prende uma pedra na cintura e desce ao fundo do mar para buscá-las, cada um de nós deve se munir de desapego, mergulhar dentro de si mesmo e encontrar sua pérola.
Para encontrar essa pérola não é preciso peregrinar à Índia nem se entregar a complexos exercícios espirituais. Basta olharmos tranquilamente para o nosso interior.

7 - A palavra mais ofensiva e a carta mais grosseira são melhores e mais educadas que o silêncio
A MAIOR PARTE DAS GUERRAS PSICOLÓGICAS é iniciada mais pelo que não se diz do que pelo que se diz.
Vamos imaginar uma cena: A está chateado com B e parou de falar com B desde que este se esqueceu de lhe dar os parabéns pelo aniversário. A deveria ter dito: “Você não sabe que dia foi ontem?”, mas, como ficou magoado com a falta de atenção do amigo – que, na realidade, foi apenas um esquecimento –, resolveu pagar na mesma moeda: o silêncio. B acabou se chateando com A, que de uma hora para outra deixou de atender seus telefonemas e, quando conseguiram se falar, não se mostrou nada gentil.
São comportamentos infantis, porém muito mais comuns do que se imagina. Quantos casais brigam por mal-entendidos que duram dias ou meses até serem esclarecidos? A falta de comunicação também está na origem de muitos conflitos vividos no ambiente de trabalho.
Não dizer as coisas a tempo é um importante fator de estresse no mundo tumultuado em que vivemos, pois possibilita interpretações equivocadas que acabam pesando contra nós.
Nietzsche, que não tinha papas na língua, afirma que é melhor expressar nossos sentimentos – mesmo sem encontrar as palavras adequadas – do que ofender com o silêncio.

8 - Nossa honra não é construída por nossa origem, mas por nosso fim
COMO JÁ DISSEMOS, AS PESSOAS mais felizes e realizadas são as que sabem aonde querem chegar e têm metas. Podemos alcançar nossos objetivos de forma mais ou menos efi caz, mas o fato de ntermos vivido em função de algo acrescenta um valor inestimável à nossa existência.
Quando enxergamos a vida dessa maneira, nossa origem humilde e os erros que porventura tenhamos cometido no caminho perdem a importância. Como diz o Corão: “A Deus não importa o que você foi, mas o que será a partir deste momento.”
Para ver com clareza e atuar de forma coerente, precisamos de algo parecido com um roteiro pessoal. Experimente o seguinte exercício:
1. Pegue uma folha de papel e trace nela uma linha vertical.
2. Escreva à esquerda um resumo do que foi sua vida até hoje.
3. À direita, descreva o caminho que gostaria que ela tomasse a partir deste momento.
4. Logo abaixo, anote os passos necessários para seguir em frente com seu roteiro. E mãos à obra!

9 - O homem que imagina ser completamente bom é um idiota
SE A CONSCIÊNCIA NOS TORNA HUMANOS, a imperfeição também é um traço distintivo de nossa espécie. Passamos mais tempo reparando erros do que construindo coisas de valor.
Assumir essa característica da nossa condição nos ajuda a ser humildes e, o que é mais importante, nos faz tomar consciência de quanto ainda precisamos nos aprimorar. Todo fracasso ou erro nos ensina como fazer melhor.
As pessoas mais inflexíveis e perfeccionistas sofrem as consequências de seus atos imperfeitos. Se algo dá errado, costumam colocar a culpa nos outros e ficam descontrolada quando alguém mostra qualquer falha que possam ter cometido.
Nietzsche nos dá o seguinte conselho: é inútil querermos ser bons o tempo todo e fazer tudo certo – o que importa é estarmos dispostos a fazer um pouco melhor hoje do que fi zemos ontem.
A palavra japonesa wabi-sabi define a arte da imperfeição: no que é incompleto, irregular e antigo existem vida e beleza, pois aí está contido o desejo que a natureza tem de aprimorar a si mesma.

10 - As pessoas que nos fazem confidências se acham automaticamente no direito de ouvir as nossas
OS JORNALISTAS SABEM QUE informação é poder. Por isso é importante medir o que dizemos e, sobretudo, a quem dizemos.
Às vezes encontramos pessoas que rompem imediatamente o protocolo e nos transformam em parte integrante de suas vidas.
Mas o que pode ser entendido como um ato de confiança também envolve riscos: quando nos transformam em seus confidentes, esses indivíduos nos incluem em seu círculo íntimo e nos obrigam a acompanhar sua evolução pessoal. Dito de outra forma: nós nos transformamos em espectadores forçados de um mundo pessoal que até então desconhecíamos.
Além da pressão gerada por ouvir confi dências, há o perigo do qual nos previne Nietzsche: o outro pode estar esperando de nós uma atitude de confiança semelhante para, assim, completar o círculo iniciado por ele.
Por tudo isso, é importante sermos cuidadosos ao escutar – reservando o entusiasmo para as pessoas mais íntimas – e ainda mais cuidadosos ao falar.

Fonte: Revista Veja

22 de jan. de 2013

[curiosidades] 10 motivos para você ler mais



Não. Não é papo de Nerd! A leitura faz bem à saúde, além de contribuir para com o aprendizado, criatividade e desenvolvimento profissional. Duvida? Faça o teste! Leia e perceba como a sua vida irá mudar.

[curiosidades] O livro das Listas - O compêndio original de informações

Livro - O livro das Listas - O compêndio original de informaçõesVocê saberia listar os eventos esportivos mais bizarros de todos os tempos? E as espécies de animais que comem seres humanos, quais são? Quantos atores tornaram-se políticos? 

Quais celebridades foram expulsas da escola? E quais os mais estranhos objetos vendidos no site E-bay, você sabe? Grande sucesso mundial com mais de 8 milhões de exemplares vendidos, O LIVRO DAS LISTAS, de David Wallechinsky e Amy Wallace, chega ao Brasil com adaptação de Priscila Arida, autora de Oh! Dúvida cruel. 

O compêndio original com listas de fatos sobre os mais diversos assuntos, acontecimentos curiosos e bizarros. Por quase três décadas David Wallechinsky e Amy Wallace pesquisaram fatos curiosos e estatísticas incomuns, e as incríveis histórias por trás de cada um deles. 

Priscila Arida, responsável pela adaptação, incluiu na obra tópicos relatando personalidades brasileiras tatuadas, como Deborah Secco e Mariana Weickert; homens que choraram em público, entre eles os apresentadores de TV William Bonner e Renato Machado; atores que se apaixonaram em cena, como Eva Wilma e Carlos Zara, Vera Fisher e Felipe Camargo; animais extintos que não estão mais extintos, como o mico-leão dourado; pensamentos de famosos sobre casamento; entre outros. 

Maior e melhor do que nunca, o livro de referências mais copiado do mundo está de volta repleto de fatos fascinantes e histórias bizarras. Diversão garantida, O LIVRO DAS LISTAS tem apenas um problema: é perigosamente compulsivo.

Fonte: Editora Record

[curiosidades] Você já ouviu falar do Homem Chavão?

Homem Chav�o
Este livro reúne chavões sobre todos os assuntos: animais, esportes, família, comportamento... Uma obra divertidíssima, recheada de frases desgastadas que continuam fazendo parte do dia a dia.
Nem as produções hollywoodianas escaparam do sagaz olhar do Homem Chavão: você já percebeu que os roteiros dos filmes de Tom Cruise, Clint Eastwood e Scooby-Doo são sempre iguais?
O livro traz também frases-feitas de jornalistas, apresentadores de TV, esportistas e, principalmente, os clássicos comentários feitos em aniversários, formaturas, casamentos, que já saíram de moda, mas continuam resistindo ao tempo.
Na página 141, o leitor encontra os chavões mais frequentes no caso do falecimento de celebridades.
Confira um trecho do livro:
- Esta é uma perda incrível, não apenas para a/o MPB/esporte/televisão/política/brasileiro, como para o mundo.
- Ele não era apenas talentoso, mas um grande amigo.
- Estou chocado!
- Era o melhor escritor/ator/intérprete/compositor/jogador de todos os tempos.
- Lamentamos com profunda dor e pesar a perda...
- Sempre será lembrado como uma pessoa de excelente trato, cordial e amigo, mas severo e disciplinado.
- Foi um profissional brilhante, que começou de baixo e chegou ao topo, sem nunca perder a humildade.
- A morte dele é uma perda irreparável.
- Deixará, sem dúvida, uma grande lacuna no esporte/televisão/política
- O país perde um de seus últimos intelectuais/românticos/poetas/políticos com visão abrangente e profunda do Brasil. A inteligência sofreu um golpe. Mas as ideias e o exemplo do (falecido) perdurarão.
"Homem Chavão" também lista os sinônimos mais manjados para morrer (como "foi para o andar de cima" ou "abotoou o paletó de madeira"), os bordões de velórios de desconhecidos ("Nossa, ele foi tão novo" ou "Já cumpriu a missão dele aqui!"), as frases mais ditas ou ouvidas logo antes de morrer ("Vai, atira, atira se for homem!", "Eu dirijo melhor quando bebo" ou " 'Xa comigo...") e clichês religiosos ("Deus quis!" ou "Um dia você vai ver que eu estava certo").

Fonte: Panda Books e Folha de S. Paulo
 

[curiosidades] Coisas Eróticas trata do primeiro filme pornô brasileiro


O título do livro é o mesmo da primeira produção pornô brasileira. Mas como tudo começou? De onde surgiu a ideia de se fazer um filme tendo como maior atrativo o sexo explícito? Como a produção da película conseguiu driblar a rigorosa censura da época?

Para obter todas essas respostas, e outras mais, os autores entrevistaram atores, produtores e parentes. O resultado é uma coleção de histórias engraçadas, dramáticas e curiosas. 
Saiba também como estão todos os envolvidos na produção hoje, trinta anos após a estreia do filme, em 1982.
Fonte: Editora Panda Books

Assista um vídeo com autores!




17 de set. de 2012

[curiosidades] As frases mais engraçadas e polêmicas do ex-presidente Lula


“Como um personagem de videogame, que salta abruptamente de uma fase para outra, o presidente Lula parece ter recebido todo conhecimento do mundo num único clique: quando recebeu a faixa presidencial! Como num passe de mágica, o ex-metalúrgico tomou posse, não apenas da Presidência da República, mas de toda sabedoria e diplomas acadêmicos aos quais não teve acesso antes.

‘Nunca antes na história deste país’ um brasileiro trouxe na ponta da língua respostas tão lépidas e despudoradas sobre a complexidade do mundo. Principalmente sobre assuntos dos quais não tinha o menor conhecimento. [...] No maremoto de frases, Lula dispara certezas definitivas, daquelas que mudam, de um minuto para outro, ao sabor do vento e das conveniências. Não creio que o palavrório tenha contribuído para solucionar os problemas nacionais. Mas foram suficientes para me deixar inquieto e parir este livro.”

Marcelo Tas